Exercício vigoroso ajuda a reduzir risco de gripe

Exercício vigoroso ajuda a reduzir risco de gripe

Relatório mostra que 2,5 horas de atividade por semana s?o suficientes para proteç?o.
Um relatório do Reino Unido sugere que exercícios vigorosos podem ajudar a reduzir o risco de pegar a gripe. A pesquisa n?o encontra essa ligaç?o com o exercício moderado. No entanto, os autores salientam que os resultados s?o preliminares e devem ser tratados com cautela.

As descobertas partiram do projeto UK Flusurvey, um sistema online para medir as tend?ncias da gripe no Reino Unido, no qual mais de 4.800 pessoas participaram até agora em 2014. A pesquisa online, que está agora em seu quinto ano, é executada pela London School of Hygiene & Tropical Medicine. Os resultados foram publicados dia 17 de março em uma nota no site da UK Flusurvey.

Os resultados da pesquisa sugerem que fazer exercícios vigorosos por pelo menos 2,5 horas por semana pode reduzir a chance de experimentar sintomas de gripe em cerca de 10%.

Os autores observaram que, com base nos dados analisados a partir da amostragem, 100 casos de gripe a cada mil pessoas poderiam ser evitados com exercício vigoroso. N?o foram encontradas diferenças nas taxas de síndrome gripal com base na quantidade de exercício moderado relatado.

Especialistas em saúde vigorosa definiram a intensidade do exercício aeróbio como exercício que aumenta a sua taxa de pulso, faz voc? suar e também faz voc? respirar forte e rápido, ao ponto em que voc? n?o pode dizer mais do que algumas palavras sem parar para respirar. Corrida ou bicicleta rápida s?o bons exemplos.

A intensidade moderada do exercício aeróbio aumenta a sua taxa de pulso e faz voc? suar, mas voc? n?o está trabalhando t?o duro a ponto de n?o conseguir falar ou cantar ao mesmo tempo. Corrida suave e caminhada rápida s?o bons exemplos.

Lançado em 2009, no meio da epidemia de gripe suína, a pesquisa UK Flusurvey está agora em seu quinto ano. Ao contrário dos sistemas de vigilância tradicionais que coletam dados via consultórios médicos e hospitais, este coleta dados diretamente do público, que se inscreve online. A ideia é incluir pessoas que n?o visitam o médico – e que por isso n?o constam os sistemas tradicionais de monitoramento da gripe.

Todos os anos, mais perguntas s?o adicionadas para tentar acompanhar o máximo de informaç?o possível sobre hábitos que previnem a gripe. Uma vez inscritos, os participantes s?o convidados a preencher um questionário de perfil fazendo perguntas gerais sobre si e os fatores de risco da gripe (incluindo idade, estado vacinal e dimens?o do agregado familiar). Uma das perguntas abrange o quanto e que tipo de exercício que eles fazem. Ent?o, a cada semana, os participantes relatam quaisquer sintomas de gripe desde a última vez que visitou o site.

Invista nos alimentos e hábitos que previnem a gripe
Segundo dados do Ministério da Saúde, pelo menos 2 mil pessoas morrem ao ano em consequ?ncia da gripe sazonal, que é a gripe comum. Por isso é muito importante tomar certos cuidados, incluindo tomar a vacina e ficar atento em fortalecer nosso sistema imunológico. Conheça aqui alguns hábitos e alimentos que podem fortalecer sua imunidade e manter a gripe bem longe de voc?.

Doses de vitamina A

Essa vitamina é formada a partir de substâncias conhecidas como carotenoides, cujas funç?es principais s?o: manutenç?o do equilíbrio da pele, nutriç?o do globo ocular e fortalecimento do sistema imunológico. Capriche no consumo desse grupo.

“Os alimentos ricos nesse nutriente s?o os vegetais e frutas que apresentam cores vivas e fortes, tais como: abóbora, abacate, acelga, brócolis, alfafa, caju, cenoura, espinafre, escarola, mam?o, manga e fígado”, explica a nutricionista Elisa Goulart, do Laboratório Sabin.

Consuma mais flavonoides

Tratam-se de substâncias que possuem aç?o antioxidante e anti-inflamatória, auxiliando na recuperaç?o dos pacientes em estados gripais. Eles s?o encontrados em alguns vegetais e frutas secas, no chá verde, no vinho tinto, sucos de uva e laranja, cebola, tomate e até no chocolate, preferencialmente no tipo amargo.

Poderosa vitamina C

Os estudos mais recentes apontam que a Vitamina C n?o cura a gripe, mas é um santo remédio para prevenir e ainda ajuda a amenizar os sintomas clássicos. “Depois do vírus já instalado e em processo de replicaç?o no organismo, a vitamina dificilmente auxiliará como elemento curativo”, diz a nutricionista Elisa Goulart. A vitamina C também possui atividade antioxidante. Os alimentos mais ricos nesse nutriente s?o: Acerola, Caju, lim?o e laranja, nessa ordem.

Defenda-se com o zinco

O principal papel do zinco no organismo é fortalecer o sistema imunológico. “O zinco é importante tanto para a síntese de células imunológicas como em sua aç?o de defesa contra vírus, bactérias e fungos”, diz a nutricionista Natália Lauterbach, da rede Mundo Verde. Um estudo feito com mais de mil pessoas no Instituto de Pós-Graduaç?o em Educaç?o Médica e Pesquisa de Chandigarh, na Índia, afirma que a administraç?o de zinco até um dia depois do início dos sintomas do resfriado acelera a recuperaç?o dos pacientes, e que o mineral também é capaz de encobrir os vírus do resfriado e impedi-los de entrar no organismo por meio da mucosa do nariz. S?o fontes de Zinco: ostras, oleaginosas, como nozes e castanhas, semente de abóbora, todos os tipos de carne e alimentos integrais.

Evite o Jejum

Passar muitas horas sem se alimentar é prejudicial ao organismo em qualquer situaç?o, e n?o somente durante um episódio de gripe. “Isso porque o organismo passa a trabalhar em estado de alerta, priorizando a manutenç?o das funç?es vitais; e, com isso, o combate a infecç?o torna-se secundário e ineficiente”, alerta a nutricionista do Laboratório Sabin.

Tome água

Uma boa hidrataç?o pode prevenir a ocorr?ncia de infecç?es. O otorrinolaringologista Fernando Pochini, do Hospital S?o Luis, explica que deve-se ingerir cerca de dois litros de água por dia para permitir uma boa hidrataç?o das mucosas. “O uso de soro fisiológico insuflado ou inalado também melhora a drenagem da secreç?o, dos micro-organismos e das impurezas do nariz ao estômago”, afirma.

Lave as m?os

Nossas m?os est?o sempre propensas a entrar em contato com o vírus da gripe e outros diversos agentes alerg?nicos. Por isso devemos sempre lavá-las antes de manusear alimentos, levá-las a boca ou aos olhos e sempre que chegar em casa ou no trabalho, depois de dirigir ou usar transporte público.

Fuja dos vícios

O infectologista Alexandre Naime explica que vícios como o cigarro e bebidas alcoólicas em excesso n?o só derrubam nossa imunidade, aumentando as chances de contrairmos doenças como a gripe, como também prejudica vários outros sistemas do nosso corpo.

Refeiç?es equilibradas

Uma alimentaç?o fracionada, com 5 a 6 refeiç?es ao dia e a presença de todos os grupos alimentares, n?o só protege o sistema imunológico contra gripes e outras infecç?es, como também auxilia na manutenç?o do peso ideal e na qualidade de vida em geral.

Respirar com o nariz

Pode parecer uma recomendaç?o estranha, porém o médico Fernando Pochini afirma que muitas pessoas respiram pela boca, ficando mais expostas a doenças como a gripe. “O nariz apresenta uma capacidade maior de umidificar e aquecer o ar, permitindo que a temperatura e a umidade do ar nos pulm?es sejam quase constantes, evitando um maior risco de infecç?es”, diz o especialista.

Evite mudanças bruscas de temperatura

O frio pode desencadear uma resposta na mucosa, que por meio de estímulos nos receptores nervosos de temperatura ou pela liberaç?o de substâncias alerg?nicas, como a histamina, poderia provocar espirros, hipersecreç?o mucosa e prurido nasal

Evite o excesso de bebidas e alimentos gelados

Aqui a lógica é a mesma das mudanças bruscas de temperatura. Quando ingerimos alguma bebida ou alimento muito gelado, nossa mucosa reage para manter a temperatura estável, podendo liberar alerg?nicas.

Evite aglomeraç?es em ambientes ou salas fechadas

Dessa forma voc? diminui as chances de inalar micro-organismos indesejados, principalmente se estiver com a imunidade baixa. “O contato com um número grande de micro-organismos exigirá uma resposta imunológica maior da mucosa para impedir que eles penetrem e sejam combatidos”, explica Fernando Pochini.

Fonte: Minha Vida

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